quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

De novo, a Esperança...

(Imagem: Pinterest)



Renova-se o tempo em que, pelas luzes natalinas, recorremos com habitual sofreguidão a palavras como paz e esperança.
É certo que já desejamos as luzes do Natal em clima de mais encanto e verdade. E elas chegavam de mansinho, amanheciam lentamente no coração da gente. Traziam com elas sons de música suave e de vozes em coro, anunciando um Natal com cheiro do pinheirinho ‘plantado’ em lata com areia e enfeitado com o brilho incomparável das bolas de vidro finíssimo.
O presépio de outros natais falava de fé e humildade aos corações. Era ele que, nos grandes e coloridos cartões que auxiliavam na preparação do Advento, se revelava por último ao se abrirem as portas de uma casa enfeitada e de muitas janelas, abertas uma por dia até o dia 24 de dezembro. Atrás de cada janelinha escondiam-se pequenas figuras como a de uma caixa enfeitada com laço, uma borboleta ou um passarinho.
Naqueles natais exercitava-se a esperança, mesmo sem a exata noção de que o humano e pífio esforço para ser melhor poderia desmoronar mais adiante. E quando isso acontecia, o Espírito do Natal recompunha as coisas em seus devidos lugares, tratando de assegurar paz, alegrias e renovando... a Esperança. Esperança boa, que dá vida curta aos desencantos e os faz breves como os da infância.
Às vésperas de celebrarmos mais uma vez o mistério do Natal, é essa esperança, que se revigora na humildade e na gratidão, que precisamos fortalecer. Hoje talvez mais que nunca, tantos e tão devastadores os desencantos e a desagregação que se alimentam da farsa e da mentira.
Ao invés de Black Fridays, tenhamos todos mais luminosos e iluminados dias.
Repletos de verdadeira esperança e duradoura paz.

Um comentário:

Célia Rangel disse...

Que essa verdadeira esperança e duradoura paz, faça com que as luzes do Natal iluminem a você, e sua família, Eduardo!
Abraço.