terça-feira, 27 de setembro de 2016

A lista

(Imagem: Pinterest / Angel Boligan)

A uma semana da eleição, anotei os dois primeiros algarismos do número que identifica os candidatos por agremiação política. Pretendia com isto identificar, entre os mais de 400 candidatos a vereador em Juiz de Fora, a quais partidos e coligações os pretendentes ao legislativo municipal estavam filiados.

Fui ao site do TRE-MG. Ali naveguei exaustivamente sem dar com a relação dos candidatos. Enviei e-mail àquela repartição, solicitando que me informassem o caminho para chegar à tal lista, já que a mesma só estava então disponível com facilidade aos assinantes ou a quem se dispusesse a adquirir um exemplar do jornal local.

A resposta veio logo, acompanhada do link para alcançar o que eu pretendia. Mesmo exigindo certo nível de experiência com a internet (o site do TRE-MG não oferecia uma aba com atalho para se chegar facilmente aos candidatos), consegui chegar aos nomes.

Apesar desse relativo sucesso, não foi possível copiar a lista em formato legível. A única maneira de fazê-lo a quem não fosse experiente na matéria era exportando o arquivo, com extensão que truncava o texto, triplicando e embaralhando os nomes.

E tudo isto para saber quais os cidadãos que se propuseram a disputar uma vaga na Câmara de Vereadores... Algo que deveria estar ao alcance de todos com facilidade. Lista afixada em locais estratégicos, públicos e privados, facílima de ser consultada também por qualquer um na internet, independente do nível de habilidade do interessado.

Curioso país o nosso, onde o amadurecimento e a educação política do cidadão parecem incomodar profundamente os que alimentem outros objetivos de natureza pessoal. Mais ‘produtivo’ deixar as coisas como estão, tendo o voto obrigatório como a cereja do bolo.

Considerando-se a chatice do horário político, do lero-lero dos discursos, da sujeira das ruas e do descaramento nas promessas, entre outras formas de terror, continua menos desafiador e mais cômodo escolher em quem não votar.

2 comentários:

Célia Rangel disse...

Realmente... é lamentável tal complicação para tentar encontrarmos o menos ruim... Afinal, difícil escolha é essa! Nem em um bom jogo de 'bingo' acertaremos alguém que seja incólume! Talvez, a brincadeira 'minha mãe mandou bater nesse daqui... mas como sou teimosa... fico com esse outro daqui'.... Já que é para cumprir obrigação, nada melhor que optar pela infância, onde fazíamos de conta que obedecíamos!
Abraço.

Lau Milesi disse...

rs Adorei!! Que trabalho que vc teve.
Bom mesmo é escolher em quem não votar. :) Até porque a oferta não anda agradando aos eleitores.
Existe uma determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE),em que os candidatos a prefeito,por exemplo,devem registrar no órgão um programa de governo,as principais propostas do político.Pois vc sabe que os candidatos do RJ,qdo em debate na TV, anunciaram medidas que nem constavam nos seus programas?
Tá difícil mesmo escolher o menos "péssimo".:)
Beijo pra vc e pra família.