quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Rebelião

(Imagem: Pinterest Paul Kuczynski)



Quanto vale uma informação?

Muito, se você souber o que fazer com ela. Pouco adianta insistir em informar e alertar o sujeito que não 'sente' o calor de proximidade do perigo na pele ou – pior – no próprio bolso.

A proverbial sabedoria (que a todo custo se procura liquidar) ensinava, em tom de trocadilho gracioso, que em alguns casos o que abunda, prejudica. No caso da dengue, zika, chikungunya e outras mazelas, o excesso de informação escoa pelo ralo sem acrescentar mais qualquer benefício. Exatamente porque é excesso. Cansou, já deu. Sobretudo porque começam a aparecer sinais que evidenciam miséria tão cruel quanto as consequências do vírus: o humano cacoete de tentar tirar proveito mercadológico e político de uma situação que comove e preocupa a sociedade.

Duas líderes comunitárias conversavam durante uma viagem de ônibus, queixando-se do esforço enorme para enfrentar a displicência da administração pública e o desinteresse da população pelo combate ao aedes egypt. Confessavam-se exaustas e desanimadas ao encontrarem inúmeros locais públicos com água parada, sujeira e lixo espalhado pela cidade. Situação semelhante à que mostrou o noticiário da tevê em Brasília, bem à volta da sede do poder.

Exemplos de seriedade e zelo na condução da coisa pública não é exatamente o que se tem experimentado no Brasil – pelo contrário: o que há é muito discurso, muito blá-blá-blá e muito estardalhaço midiático.

Na rua em que moro, por exemplo, existem pelo menos dois terrenos onde há anos se demoliram edificações, sendo um deles utilizado pelos frequentadores de barzinhos como estacionamento improvisado nos finais de semana. A área não é cercada, a terra a o mato avançam sobre o que restou de uma calçada, um pedaço de muro de contenção ameaça desabar há tempos (tendo, a poucos centímetros atrás dele, um poste de energia) e nada aconteceu ou acontece.

Excesso de informação, sem ação e bons exemplos, causa asco e alimenta a indiferença do cidadão. Mas pode também render bons frutos.

Como incentivar uma rebelião de indignados eleitores em favor da própria sociedade.

2 comentários:

Célia Rangel disse...

Sempre soube que para enganar, faça reuniões, mostre que está preocupado com o problema a ser resolvido... e por ai vai... Reúnem-se mas sem positividade de ação alguma! Vista camisetas, saia em passeata, convoque forças todas... A única ação que vejo aqui é política! Apenas! O povo que se vire com a "mosquita"... Com certeza ela faltou nessa aula de substantivo comum de dois gêneros... Quanto desastre! E, os insetos procriam sem preservativo algum!
Abraço.

Zilani Célia disse...

OI EDUARDO!
TENHO ME PERGUNTADO, SE O GOVERNO QUE TEMOS NÃO É DE NOSSO MERECIMENTO.
QUANDO O POVO SAIU ÀS RUAS, TIRANDO É CLARO OS DESORDEIROS QUE NÃO SE SABE DE ONDE SAÍAM, SENTIU-SE POR PARTE "DELES" UMA CERTA PREOCUPAÇÃO MAS, AGORA QUANDO PUDEMOS VER A IMENSA MOBILIZAÇÃO PELO CARNAVAL, DIGO DE PASSAGEM QUE NÃO SOU CONTRA, PENSO, PORQUE NÃO, PARA LUTAR PELO QUE VALE A PENA PARA O PAÍS?
E ASSIM TEM SIDO QUANTO A TUDO, MUITA CONVERSA MAS, DE OBJETIVO, NADA.
ABRÇS
http://. zilanicelia.blogspotcom.br/